sexta-feira, 8 de abril de 2011

Blogagem Coletiva - Maternidade Real.


Tudo bem, ninguém me convidou para participar, acho até que quase ninguém conhece meu cantinho, mas como acompanho tanto blogs e a maiorias dos que eu acompanho estão nessa e o tema tem tanto a ver com quem é mãe (e eu sou!!!) que resolvi escrever sobre a Maternidade Real também...
Como tudo na minha vida, o Lucas veio sem programação... Mas digo sempre, não foi planejado  mas muito desejado! 
Na época que engravidei, no fim de 2008, eu e o marido morávamos numa kitnet de 30m². Durante toda gestação fiquei imaginando se seria viável ter um bebê num espaço tão pequeno. E como grávida não pensa, aceitei, e fiz o marido aceitar, a proposta da minha sogra de irmos morar com ela.
Umas duas semanas antes de o Lucas nascer fomos pra lá... Saí do meu confortável cantinho pra uma casa totalmente em obra. Na época achei legal, pois estava de repouso há 2 semanas e passava a maior parte do tempo sozinha em casa e lá sempre tinha companhia.
Sempre quis parto normal, nunca senti medo de dor, nem nada, mas meu filho nasceu por cesárea... Meu médio queria esperar mais 1 semana, mas já cansada de tanta gente "cobrando", dos incômodos do fim da gestação, pedi para que fizéssemos a indução... E essa falhou... Depois de 24h fomos pra temida...
Por muito tempo sofri pelo fato de não ter parido meu filho, até o dia que percebi que parir era só um dos desafios da maternidade e meu filho já estava em meus braços e eu teria muito mais o que enfrentar...
Enfrentei muita coisa! Aguentei muita gente falando ao meu ouvido, dando tudo qto é tipo de palpite e fazendo o que bem entendesse com meu filho!
Olhavam pra com desaprovação qdo eu, para acalmá-lo, ligava o som do útero materno (e ele por um bom tempo só dormia ao som dessa melodia), qdo dava banho de balde, slingava, deixava ele horas a fio no peito, não colocava açúcar no seu suco e tantas outras coisas...
Um dia percebi que eu só seria a mãe do meu filho qdo fôssemos viver apenas eu, ele e o marido... 
Nesse dia, apesar de ter que dar conta de tudo sozinha, eu me tornei  mãe que eu queria ser e a melhor mãe que posso ser.
Meu filho, já caiu da cama e do berço também, já tomou refrigerante (sem minha permissão) e não gostou, já comeu batata frita, mas gosta mesmo é de feijão, já acordou cheio de picadas de pernilongo porque insiste em dormir conosco. Meu filho toma mamadeira, usa chupeta e fralda descartável. Meu filho já comeu miojo, ama danoninho e eu não acho que só por isso irá ser menos saudável do que é... Meu filho gosta de frutas, verduras e legumes e eu dou sempre, todos os dias e em todas as refeições com raras excessões. Hoje meu filho fica a maior parte do seu dia na escola e não me sinto culpada em deixá-lo lá e sair pra trabalhar, afinal é com o dinheiro que ganho que posso proporcionar a ele uma vida digna, com boa educação. Só amor não enche barriga de ninguém, e educar é mais uma forma de amor. 
Meu filho tem a mãe que ele merece ter. E eu sou a melhor mãe que posso ser pro meu filho... Pois apesar dos erros, ninguém perfeito, eu acerto na maioria das vezes... Ver a felicidade, o carinho, a cumplicidade nos olhos dele me dizem que eu estou indo bem... 

2 comentários:

Camila disse...

Adorei a sua participação, supr legal o seu post e o seu blog q eu acabei de conhecer!
Super bjo,
Camila
www.mamaetaocupada.blogspot.com

Mon Maternité disse...

Olá! Sou Marcella e conheci seu blog através da blogagem coletiva e adorei seu texto! Me identifico muito com sua vida! Com calma conhecerei melhor você e seu blog através dos seus textos!

Beijos,
Marcella

www.monmaternite.blogspot.com