segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Das intromissões e das inversões de papéis...

Minha sogra me ajuda muito, muito mesmo com o Lucas.
Quando ele não tem com quem ficar, quando está doente, quando precisamos de algo. Ela sempre nos ajuda! Agradeço muito.
Mas esse fim de semana foi diferente. Na quinta-feira a noite ele quis dormir na casa dela e eu deixei. Na sexta-feira passou o dia todo com ela e a tia dele. Como eles foram ao salão de beleza, minha sogra cortou o cabelo do Lucas. Segundo ele ele quis muito e por isso deixou. Duas coisas me chatearam muito. Primeiro cortar o cabelo do MEU filho sem nem me ligar para saber se eu deixaria. Segundo porque cortaram todos, TODOS os cachinhos dele!
Quando, no sábado eu vi, falei que não tinha gostado! Tive que ouvir o absurdo "mãe, na próxima vez a Janaína que leve". Aff... mas é claro! Eu nem pedi para fazerem essa merda no cabelo do meu filho! Ainda sou obrigada  a ouvir isso? Pior é que eu, cheia de resposta na ponta da língua, fiquei calada. Às vezes é preciso, né?
Para piorar minha insatisfação, ontem no fim do dia tive que ir à casa dela para pegar algumas todas coisas do Lucas que estavam lá. Na hora de ir embora ele chorou querendo ficar! Disse com essas palavras 'quero dormir na casa da minha mãezinha!". Mãezinha? Quem ensinou isso a ele? A mãe dele sou eu e não permito que ninguém, NINGUÉM, o ensine a chamar outra pessoa de mãe! Outra vez engoli.
Mas estou chateada! Sofrendo mesmo! Primeiro porque sei que preciso da ajuda de minha sogra. Segundo porque acho que estão passando por cima de mim e por achar que meu filho não goste mais de mim.
Quando o Lucas era bebê eu cheguei a sentir isso, porque chegou uma hora em que eu tratada como a "babá" do meu próprio filho! Eram coisas do tipo "está na hora de dar banho!" ou "ele deve comer isso hoje" ou pior, quando eu voltei ao trabalho, um certo dia cheguei na hora do almoço quiseram em impedir de acordá-lo para dar de mamar, porque ele havia acabado de tomar suco e dormir. Mas naquela época eu ia em casa todo dia durante o horário de almoço apenas para dar de mamar, porque eu fazia questão de que ele mamasse.
Me senti em muitos momentos desrespeitada como mãe. Estou me sentindo invadida, colocada de lado. É como se MEU filho não fosse meu!
Decidi que deixarei o Lucas menos com a avó. Apenas em momentos muitos urgentes. Vou me virar e educar meu filho com o mínimo de interferência possível dos outros. A única pessoa que pode decidir algo pelo Lucas, além de mim é o pai dele. E, falando em pai, eu já disse ao marido para conversar com a mãe dele em relação a essas situações.
MEU filho é MEU! EU DECIDO o que ele vai vestir, o que vai comer e quando, se vai ou não cortar o cabelo etc... 

6 comentários:

Rovênia disse...

Olá Janna,

Já passei por isso também, quando o Mat era pequeno. Mas converse com a sua sogra, abra seu coração, mostre seus sentimentos. Ela vai entender (eu acho!)Beijinhos carinhosos!

Sylvia disse...

Puxa Janna, sei exatamente como vc se sente... mas aqui sofro é com a minha mãe mesmo...desde a gravidez ela dá palpite e quando a pequena nasceu o treco desandou de vez, a ponto dela não deixar a gente dar banho, tomar do nosso colo quando ela chorava e coisas desse tipo. Quando voltei a trabalhar ela ficava com minha mãe, mas foram tantas as confusões por minha mãe não aceitar como eu queria que ela cuidasse que a colocamos na escola com 1 ano. E agora na espera da segunda ela está tentando começar a fazer o mesmo mas já estou cortando... vc tem que por limite mesmo, porque vc é a mãe, por mais que precise da ajuda dela ela tem que entender isso... sorte aí para vc. Beijos mil

Mami Potato disse...

É realmente uma situação muito delicada, mas nada que uma boa conversa não possa resolver... E caso não resolva, a solução será mesmo a diminuição das visitas na casa da vó. Como nenhuma vó vai querer ficar longe do netinho,acredito que para não perder essa convivência ela acabará acatando suas decisões. Agora, uma coisa é certa: quando pedimos ajuda de algum parente para cuidar de nossos filhos, corremos o risco de receber (sem ter pedido!) muitos palpites, e ao contrário de uma babá, não podemos simplesmente demitir o parente e buscar outra ajuda, então, muita calma nessa hora! Baci

Mami Potato disse...

É realmente uma situação muito delicada, mas nada que uma boa conversa não possa resolver... E caso não resolva, a solução será mesmo a diminuição das visitas na casa da vó. Como nenhuma vó vai querer ficar longe do netinho,acredito que para não perder essa convivência ela acabará acatando suas decisões. Agora, uma coisa é certa: quando pedimos ajuda de algum parente para cuidar de nossos filhos, corremos o risco de receber (sem ter pedido!) muitos palpites, e ao contrário de uma babá, não podemos simplesmente demitir o parente e buscar outra ajuda, então, muita calma nessa hora! Baci

Mami Potato disse...

É realmente uma situação muito delicada, mas nada que uma boa conversa não possa resolver... E caso não resolva, a solução será mesmo a diminuição das visitas na casa da vó. Como nenhuma vó vai querer ficar longe do netinho,acredito que para não perder essa convivência ela acabará acatando suas decisões. Agora, uma coisa é certa: quando pedimos ajuda de algum parente para cuidar de nossos filhos, corremos o risco de receber (sem ter pedido!) muitos palpites, e ao contrário de uma babá, não podemos simplesmente demitir o parente e buscar outra ajuda, então, muita calma nessa hora! Baci

Mami Potato disse...

É realmente uma situação muito delicada, mas nada que uma boa conversa não possa resolver... E caso não resolva, a solução será mesmo a diminuição das visitas na casa da vó. Como nenhuma vó vai querer ficar longe do netinho,acredito que para não perder essa convivência ela acabará acatando suas decisões. Agora, uma coisa é certa: quando pedimos ajuda de algum parente para cuidar de nossos filhos, corremos o risco de receber (sem ter pedido!) muitos palpites, e ao contrário de uma babá, não podemos simplesmente demitir o parente e buscar outra ajuda, então, muita calma nessa hora! Baci